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| Meus heróis morreram de overdose |
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 Por Carlos Marcelo Palestrante e Sócio-Diretor da Darumasan Projetos Sociais marcelo@darumasan.com.br
“...Meus heróis morreram de overdose, Meus inimigos estão no poder. Ideologia, eu quero uma pra viver. Ideologia, eu quero uma pra viver...” (Trecho da música “Ideologia” de Cazuza e Frejat.)
Recordei a letra de Cazuza logo após ter visto uma entrevista de Fernando Henrique Cardoso, no programa Conexão Roberto D’Ávila da TVE, do dia 24/06/05. A lembrança se tornou inevitável, pois em parte da entrevista o discurso foi do sociólogo FHC, hoje representante da ONU, que tomou como base suas constantes viagens pelos quatro cantos do planeta. Comentou sobre as perspectivas e expectativas mundiais, onde afirmou que o mundo está carente de ideologia e de líderes, que as pessoas de certa forma sabem o que é certo e o que errado, mas “não sabem” como agir.
Fiquei impressionado com a entrevista, pois essa “desorientação ideológica” não é fato isolado ou característico de uma cultura, parece algo muito mais comum e amplo do que nos permitimos ver ou querer entender.
Em 1988 Cazuza e Frejat escreveram a musica Ideologia, que há quase vinte anos já demonstravam a angustia perante a falta de visão ideológica e de perspectivas para uma sociedade e um mundo melhor. O que torna isso tudo ainda mais interessante é que percebemos em nossos ambientes de trabalho, em nossas ruas, em vários ambientes em que convivemos, muitas pessoas com um potencial imenso, com suas capacidades e competências atrofiando por falta de ação, por falta de alguém para dar um sentido verdadeiro do quanto podem fazer para melhorar o mundo.
Por que há esse vácuo, essa estagnação social? O que está acontecendo? Será que no passado existia uma fabrica de líderes, que fechou sem avisar? Será que nos referenciamos em Gurus de fachada, falsos Profetas Sociais? Será que olhamos muito para nosso umbigo e não olhamos nem pra frente e nem pra dentro de nós mesmos, onde nos perdemos por fora e por dentro? Poderia fazer mais umas trezentas ou quinhentas perguntas, só que o que precisamos agora é de ação, precisamos fazer mais por mais pessoas e não só por nós mesmos. Necessitamos reaprender a conviver e a dividir o mundo para podermos um dia dizer que é realmente nosso. Temos urgência em dar, em doar, em ensinar, em compartilhar com quem tem menos, pois só assim receberemos ou aprenderemos o que nos é de direito.
Já não basta mais ser consciente, é necessário se praticar a consciência. A frase anterior até parece estranha, e até poderia ser, mas as pessoas sabem o que é certo e o que é errado, sabem qual o caminho correto a seguir. Pergunto, e por qual motivo não o fazem? Para confirmar é simples, promova um teste e pergunte aos amigos sobre o que deve ser feito para melhorar o mundo, veja como é fato, como todos sabem o que deve ser feito. Quantos realmente fazem? Quantos dos que fazem sabem o real motivo de se fazer? Precisamos colocar mais em pratica, transformar em ação, a consciência social.
O Ser Humano não pode ser vencido pela ignorância e pelo egoísmo, pois a historia mostra que só na comunhão de interesses e informações, aliado com a união de esforços a humanidade evolui e se desenvolve. O Projeto RH Social, além de conscientizar ainda mais os profissionais de RH, tem como objetivo ajudar a operacionalizar projetos de quem já faz, de quem sabe que os principais e verdadeiros recursos estão dentro de nós mesmos, por isso conseguem sempre algo a mais do que um simplório e medíocre resultado. Esses são os verdadeiros Heróis de muitos que já não tinham mais esperanças, são os verdadeiros líderes de quem em muitos casos nem sabiam que existiam.
Para ser um Herói é fácil, basta pensar nos outros, agir pelos outros e com os outros.
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